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The Alto Knights: Máfia e Poder | Crítica

20mar2025

The Alto Knights: Máfia e Poder | Crítica


Título: The Alto Knights: Máfia e Poder

Direção: Barry Levinson

Roteiro:Nicholas Pileggi

Elenco: Robert DeNiro, Debra Messing, Cosmo Jarvis, Kathrine Narducci, James Ciccone, Michael Rispolli, Matt Servitto, Wallace Langham

Gênero: Máfia, Policial, Drama, Suspense, Biográfico 

Classificação:4/5

Sinopse:O seu pior inimigo é aquele que já foi seu amigo. Em The Alto Knights: Máfia e Poder, acompanhamos a disputa pelo controle do submundo criminoso de Nova Iorque por dois dos maiores mafiosos da cidade: Frank Costello (Robert De Niro) e Vito Genovese (Robert De Niro). Melhores amigos na infância, os dois cresceram juntos, vindo de famílias ítalo-americanas. Atualmente concorrentes, Costello e Genovese possuem temperamentos e ideias bem diferentes de como administrar seus negócios. Enquanto Frank Costello é benevolente e busca uma vida diferente apesar de seus esquemas fraudulentos, Vito Genovese é o típico gângster de pavio curto que confia em poucos. Uma série de desconfianças, traições e ciúmes mesquinhos distanciaram os dois e agora os coloca diante de caminhos perigosos que transformará a máfia para sempre.

                                              Crítica

Essa semana chega aos cinemas The Alto Knights: Máfia e Poder que retrata o embate real de Frank Costello e Vito Genovese, dois amigos de infância, com comportamentos completamente diferentes, que se viram trilhando caminhos opostos ao longo de suas vidas. Enquanto um é diplomático ou outro é pavio curto. Enquanto Frank é do diálogo, Vito é da ação. A falta de passividade de Vito irrita Frank. O excesso de comodismo de Frank irrita Vito e nesse jogo de empurra e parcial camaradagem, um deles comete um erro gravíssimo, acarretando consequências ainda piores.

Os dois chefões da máfia nos anos 1950 são aqui retratados de uma forma um tanto peculiar. Isso porque o diretor Barry Levinson e o roteirista Nicholas Pileggi recorreram a um amigo de longa data, Robert DeNiro - talvez o maior veterano de filmes do gênero - para interpretar não um, mas dois mafiosos que se enfrentam em busca de poder.

Apesar de serem interpretados pelo mesmo ator e do trabalho exemplar da produção de arte do longa, a aposta aqui é diferenciar cada personagem pela interpretação de Robert DeNiro e acredite, ele consegue fazer isso muito bem. Frank é moderado, centrado, cuidadoso e responsável, enquanto Vito é caricato, displicente e inconsequente. É possível perceber quem é quem com facilidade ao longo do filme - apesar de ser necessário um ajuste de 3 segundos para que o publico comece a distinguir cada um inicialmente.

O grande mérito do longa é a solidez de seu roteiro. Pileggi realmente só precisava – essencialmente - se ater aos fatos, já que a história como um todo é absurda e inebriante, beirando ao inacreditável.  

Apesar de ter muitos detalhes, para deixá-lo mais enxuto, o recurso utilizado aqui é a narração de Frank dos eventos, manchetes e fotos para ajudar o espectador a não ficar tão perdido. Essa é uma história densa, com por menores que podem confundir, mas a simplicidade da escolha pode incomodar alguns fãs do gênero.  

Mostrar é melhor que contar, mas contar requer construção e construção leva tempo. Esse talvez seja o motivo deste ser um dos filmes mais curtos sobre a máfia ítalo-americanas - 126 minutos. Isso não o torna ruim, só diferente. Os objetivos são alcançados e é isso que importa.

The Alto Knights: Máfia e Poder é um filme digno de seu gênero, contanto os bastidores do declínio de um império que o Estado se negava a corroborar a existência. Com traições, intemperes e reviravoltas, o longa é uma excelente pedida.

Boa sessão para você!

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